Guia rápido para atualizar cardápio de drinks em restaurante

Descubra aqui! Como ajustar seu cardápio de drinks e coquetéis para vender mais (e lucrar mais!) sem dor de cabeça.

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Drinque âmbar em copo de cristal lapidado com twist de laranja, ao lado de uma taça de coquetel com guarnição, sobre mesa com porta-copo decorado e frutas cítricas desfocadas ao redor.

Para você atualizar o cardápio de bebidas e drinks do seu bar ou restaurante, pense não só no estoque, mas nas vendas, na operação e no que o público-alvo tem procurado.

E não se sinta solitário se você está lidando com drinks que não giram, insumos parados, falta de desempenho da equipe para oferecer alternativas com ticket médio mais alto e/ou cardápio vasto, mas pouco eficiente.

Problemas assim acontecem com muita gente: o importante é resolvê-los.

Saiba o que fazer lendo este artigo, então, coloque a mão na massa com o direcionamento certo.

Por que atualizar seu cardápio de drinks hoje?

O cardápio de bebidas, drinks e coquetéis de um bar ou restaurante impacta diretamente em seu faturamento, pois esses itens precisam ter, ao mesmo tempo, alto valor percebido, custo relativamente controlado e influência positiva no ticket médio.

E um cliente que pede algo para comer pode, facilmente, gastar mais pedindo uma bebida, ampliar o consumo pedindo mais de uma ou elevar o posicionamento do estabelecimento escolhendo e divulgando aquele drink carro-chefe do menu.

Ou seja: um bom cardápio de drinks não é um detalhe, mas uma alavanca de faturamento.

Mas, antes de sair mudando tudo, identifique problemas, causas e soluções.

Sinais de que seu cardápio de drinks precisa ser atualizado

Se duas ou mais das questões da lista adiante acontecem por aí, provavelmente é hora de mexer no cardápio, mesmo!

  • Os clientes pedem sempre os mesmos 2 ou 3 drinks
  • Você tem garrafas abertas há semanas sem uso
  • A equipe evita sugerir bebidas
  • O preparo de alguns drinks é lento demais
  • O menu é grande, mas não converte

Agora, as mudanças não precisam ser gritantes e nem obrigar você a começar do zero. Às vezes, bastam pequenas tomadas de decisão mais planejadas para tudo acontecer!

Quais drinks manter no cardápio do restaurante?

Agarre-se aos seus pilares de vendas, ou seja, bebidas que:

  • Têm alta saída
  • São fáceis de executar
  • Utilizam ingredientes recorrentes
  • Têm boa margem de lucro

Quais drinks deixar de vender o quanto antes?

Considere tirar do cardápio:

  • Drinks com baixa saída
  • Receitas complexas demais
  • Itens que dependem de insumos pouco usados
  • Bebidas que geram desperdício

Não se engane: a depender do seu tipo de negócio e público, um cardápio enxuto vai ser benéfico tanto para as vendas quanto para a operação.

O que incluir no menu de drinks?

Decidiu atualizar as opções? Invista em:

  • Clássicos populares
  • Drinks com poucos ingredientes
  • Opções rápidas de preparo
  • Um ou dois itens exclusivos (diferenciais)
  • Tendências procuradas pelo seu público e coerentes com a proposta do local

Inspire-se na lista de opções que vem adiante.

6 drinks que mais vendem em bares e restaurantes

E por que eles funcionam!

  1. Caipirinha – é fácil de pedir, conhecida e muito associada ao Brasil
  2. Negroni – atinge um público mais específico, mas fiel. Excelente para posicionamento mais premium
  3. Gin Tônica – é instagramável, fácil de preparar e tá na moda! Tem várias possibilidades de variações
  4. Moscow Mule – tem tudo a ver com uma experiência diferente (por causa da apresentação e do sabor), pode agregar à rentabilidade se bem estruturado
  5. Aperol Spritz – além do visual atraente, é diretamente associado ao verão Europeu, então, tem alto valor agregado
  6. Mojito – se fizer sentido para a proposta do restaurante, é refrescante e leve e bem aceito por diferentes perfis

“E vale a pena apostar em drinks autorais?”

Com certeza! Mas um cardápio exclusivamente autoral pode confundir o freguês e deixar alguns até insatisfeitos.

Os clássicos trazem previsibilidade e facilitam a decisão do cliente, enquanto os autorais criam identidade, aumentam percepção de valor e podem até custar um pouquinho mais na conta.

Equilibre as opções.

Drinks clássicos vs. autorais: qual o equilíbrio ideal?

Experimente de 60% a 70% do cardápio composto por drinks clássicos e de 30% a 40% por coquetéis autorais ou exclusivos.

Deste total, ainda, considere uma parcela de 10% a 20% para coquetéis sem álcool, pois eles têm ganhado muita força nos últimos anos, acompanhados de tendências ligadas ao consumo consciente e ao bem-estar.

Em seguida, calcule os preços finais que você vai cobrar.

Como precificar cardápio de bebidas?

Evite o erro comum de copiar o preço de concorrentes sem entender sua própria estrutura de custo. Para definir preços de drinks sem abrir mão de uma boa margem de lucro, considere:

  • Custo real dos ingredientes
  • Perda no preparo
  • Tempo da equipe
  • Posicionamento do restaurante

Feita a precificação, seu próximo passo vai ser ajustar o cardápio, visualmente falando.

Como montar ou atualizar o layout do seu cardápio de drinks: dicas essenciais

Para vender mais e melhor:

1. Escolha entre 6 e 12 drinks no total

Faça isso para equilibrar variedade e eficiência, pensando nos drinks com maior saída, boa margem (nunca é demais reforçar!), preparo rápido e capazes de atender a todos.

Lembre-se que a escolha das opções já deve considerar os clientes que buscam pelo “sem álcool” desde o início, para você garantir um cardápio mais inclusivo e estratégico.

Exemplo de cardápio de drinks otimizado e inclusivo

Clássicos

  • Caipirinha (Cachaça, Vodca e Saquê)
  • Gin tônica (Gin nacional e gin importado)
  • Mojito (Opcional)

Autorais

  • 2 a 3 opções especiais da casa

Sem álcool

  • 1 a 2 opções adequadas às tendências

2. Organize os itens de forma estratégica

Separe as opções por categorias bem claras, destaque os produtos mais vendidos e os mais rentáveis. Aproveite um espaço especial do menu para divulgar promoções, combos ou informações que despertam o interesse na compra.

Seu cardápio sabe vender combos especiais? E você?

3. Faça descrições realmente atraentes

Evite descrições técnicas demais, apesar de algumas serem fundamentais para o cliente conhecer o coquetel. Prefira uma linguagem simples ao contar sobre os seus drinks e apele para o sensorial.

Além disso, apresente os ingredientes principais e modos de preparo com clareza.

4. Use fotos verdadeiras

Coloque, no menu, fotos reais dos drinks, pelo menos dos mais vendidos ou mais lucrativos. Garanta que as imagens sejam boas e “falem a verdade”, mesmo não sendo profissionais, pois isso ajuda o cliente a decidir mais rápido.

5. Apresente os preços de forma estratégica

Mantenha os preços próximos das descrições, com boa legibilidade, e evite destacar excessivamente valores muito baixos ou muito altos. Use a precificação psicológica para mostrar ao cliente que a escolha dele é a melhor de todas!

Então, só vai faltar entrar em ação.

Finalmente, como garantir que o novo cardápio funcione na prática?

Atualizar seu cardápio é só o começo, e cabe a você agir para que as mudanças tragam resultados, garantindo que tudo flua bem na operação cotidiana.

Padronize receitas e registre-as em fichas técnicas, enquanto treina a equipe tanto para preparar cada coquetel, no caso de bartenders, quanto para sugerir bebidas com segurança, no caso de atendentes.

Outra coisa: teste o tempo de preparo dos drinks antes de lançá-los e, bem de pertinho, preferencialmente através de relatórios e análises preditivas, acompanhe a saída de cada item para ajustar rapidamente o que não performa.

Entenda que revisar o cardápio não é um problema, pelo contrário, é algo que deve acontecer frequentemente, desde que baseado em dados.

Um bom cardápio não é estático e evolui conforme o comportamento dos seus clientes e a rotina do seu restaurante. Lembre-se disso!

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