
- Por que atualizar seu cardápio de drinks hoje?
- Sinais de que seu cardápio de drinks precisa ser atualizado
- Quais drinks manter no cardápio do restaurante?
- Quais drinks deixar de vender o quanto antes?
- O que incluir no menu de drinks?
- 6 drinks que mais vendem em bares e restaurantes
- “E vale a pena apostar em drinks autorais?”
- Drinks clássicos vs. autorais: qual o equilíbrio ideal?
- Como precificar cardápio de bebidas?
- Como montar ou atualizar o layout do seu cardápio de drinks: dicas essenciais
- Finalmente, como garantir que o novo cardápio funcione na prática?
Para você atualizar o cardápio de bebidas e drinks do seu bar ou restaurante, pense não só no estoque, mas nas vendas, na operação e no que o público-alvo tem procurado.
E não se sinta solitário se você está lidando com drinks que não giram, insumos parados, falta de desempenho da equipe para oferecer alternativas com ticket médio mais alto e/ou cardápio vasto, mas pouco eficiente.
Problemas assim acontecem com muita gente: o importante é resolvê-los.
Saiba o que fazer lendo este artigo, então, coloque a mão na massa com o direcionamento certo.
Por que atualizar seu cardápio de drinks hoje?
O cardápio de bebidas, drinks e coquetéis de um bar ou restaurante impacta diretamente em seu faturamento, pois esses itens precisam ter, ao mesmo tempo, alto valor percebido, custo relativamente controlado e influência positiva no ticket médio.
E um cliente que pede algo para comer pode, facilmente, gastar mais pedindo uma bebida, ampliar o consumo pedindo mais de uma ou elevar o posicionamento do estabelecimento escolhendo e divulgando aquele drink carro-chefe do menu.
Ou seja: um bom cardápio de drinks não é um detalhe, mas uma alavanca de faturamento.
Mas, antes de sair mudando tudo, identifique problemas, causas e soluções.
Sinais de que seu cardápio de drinks precisa ser atualizado
Se duas ou mais das questões da lista adiante acontecem por aí, provavelmente é hora de mexer no cardápio, mesmo!
- Os clientes pedem sempre os mesmos 2 ou 3 drinks
- Você tem garrafas abertas há semanas sem uso
- A equipe evita sugerir bebidas
- O preparo de alguns drinks é lento demais
- O menu é grande, mas não converte
Agora, as mudanças não precisam ser gritantes e nem obrigar você a começar do zero. Às vezes, bastam pequenas tomadas de decisão mais planejadas para tudo acontecer!
Quais drinks manter no cardápio do restaurante?
Agarre-se aos seus pilares de vendas, ou seja, bebidas que:
- Têm alta saída
- São fáceis de executar
- Utilizam ingredientes recorrentes
- Têm boa margem de lucro
Quais drinks deixar de vender o quanto antes?
Considere tirar do cardápio:
- Drinks com baixa saída
- Receitas complexas demais
- Itens que dependem de insumos pouco usados
- Bebidas que geram desperdício
Não se engane: a depender do seu tipo de negócio e público, um cardápio enxuto vai ser benéfico tanto para as vendas quanto para a operação.
O que incluir no menu de drinks?
Decidiu atualizar as opções? Invista em:
- Clássicos populares
- Drinks com poucos ingredientes
- Opções rápidas de preparo
- Um ou dois itens exclusivos (diferenciais)
- Tendências procuradas pelo seu público e coerentes com a proposta do local
Inspire-se na lista de opções que vem adiante.
6 drinks que mais vendem em bares e restaurantes
E por que eles funcionam!
- Caipirinha – é fácil de pedir, conhecida e muito associada ao Brasil
- Negroni – atinge um público mais específico, mas fiel. Excelente para posicionamento mais premium
- Gin Tônica – é instagramável, fácil de preparar e tá na moda! Tem várias possibilidades de variações
- Moscow Mule – tem tudo a ver com uma experiência diferente (por causa da apresentação e do sabor), pode agregar à rentabilidade se bem estruturado
- Aperol Spritz – além do visual atraente, é diretamente associado ao verão Europeu, então, tem alto valor agregado
- Mojito – se fizer sentido para a proposta do restaurante, é refrescante e leve e bem aceito por diferentes perfis
“E vale a pena apostar em drinks autorais?”
Com certeza! Mas um cardápio exclusivamente autoral pode confundir o freguês e deixar alguns até insatisfeitos.
Os clássicos trazem previsibilidade e facilitam a decisão do cliente, enquanto os autorais criam identidade, aumentam percepção de valor e podem até custar um pouquinho mais na conta.
Equilibre as opções.
Drinks clássicos vs. autorais: qual o equilíbrio ideal?
Experimente de 60% a 70% do cardápio composto por drinks clássicos e de 30% a 40% por coquetéis autorais ou exclusivos.
Deste total, ainda, considere uma parcela de 10% a 20% para coquetéis sem álcool, pois eles têm ganhado muita força nos últimos anos, acompanhados de tendências ligadas ao consumo consciente e ao bem-estar.
Em seguida, calcule os preços finais que você vai cobrar.
Como precificar cardápio de bebidas?
Evite o erro comum de copiar o preço de concorrentes sem entender sua própria estrutura de custo. Para definir preços de drinks sem abrir mão de uma boa margem de lucro, considere:
- Custo real dos ingredientes
- Perda no preparo
- Tempo da equipe
- Posicionamento do restaurante
Feita a precificação, seu próximo passo vai ser ajustar o cardápio, visualmente falando.
Como montar ou atualizar o layout do seu cardápio de drinks: dicas essenciais
Para vender mais e melhor:
1. Escolha entre 6 e 12 drinks no total
Faça isso para equilibrar variedade e eficiência, pensando nos drinks com maior saída, boa margem (nunca é demais reforçar!), preparo rápido e capazes de atender a todos.
Lembre-se que a escolha das opções já deve considerar os clientes que buscam pelo “sem álcool” desde o início, para você garantir um cardápio mais inclusivo e estratégico.
Exemplo de cardápio de drinks otimizado e inclusivo
Clássicos
- Caipirinha (Cachaça, Vodca e Saquê)
- Gin tônica (Gin nacional e gin importado)
- Mojito (Opcional)
Autorais
- 2 a 3 opções especiais da casa
Sem álcool
- 1 a 2 opções adequadas às tendências
2. Organize os itens de forma estratégica
Separe as opções por categorias bem claras, destaque os produtos mais vendidos e os mais rentáveis. Aproveite um espaço especial do menu para divulgar promoções, combos ou informações que despertam o interesse na compra.
Seu cardápio sabe vender combos especiais? E você?
3. Faça descrições realmente atraentes
Evite descrições técnicas demais, apesar de algumas serem fundamentais para o cliente conhecer o coquetel. Prefira uma linguagem simples ao contar sobre os seus drinks e apele para o sensorial.
Além disso, apresente os ingredientes principais e modos de preparo com clareza.
4. Use fotos verdadeiras
Coloque, no menu, fotos reais dos drinks, pelo menos dos mais vendidos ou mais lucrativos. Garanta que as imagens sejam boas e “falem a verdade”, mesmo não sendo profissionais, pois isso ajuda o cliente a decidir mais rápido.
5. Apresente os preços de forma estratégica
Mantenha os preços próximos das descrições, com boa legibilidade, e evite destacar excessivamente valores muito baixos ou muito altos. Use a precificação psicológica para mostrar ao cliente que a escolha dele é a melhor de todas!
Então, só vai faltar entrar em ação.
Finalmente, como garantir que o novo cardápio funcione na prática?
Atualizar seu cardápio é só o começo, e cabe a você agir para que as mudanças tragam resultados, garantindo que tudo flua bem na operação cotidiana.
Padronize receitas e registre-as em fichas técnicas, enquanto treina a equipe tanto para preparar cada coquetel, no caso de bartenders, quanto para sugerir bebidas com segurança, no caso de atendentes.
Outra coisa: teste o tempo de preparo dos drinks antes de lançá-los e, bem de pertinho, preferencialmente através de relatórios e análises preditivas, acompanhe a saída de cada item para ajustar rapidamente o que não performa.
Entenda que revisar o cardápio não é um problema, pelo contrário, é algo que deve acontecer frequentemente, desde que baseado em dados.
Um bom cardápio não é estático e evolui conforme o comportamento dos seus clientes e a rotina do seu restaurante. Lembre-se disso!
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