3 melhores cardápios de restaurantes famosos. Inspire-se!

Neste artigo, explore o que aparece, o que está por trás e curiosidades interessantes sobre cardápios de restaurantes famosos. Tire suas dúvidas por completo!

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Cliente escolhendo o pedido no cardápio em um restaurante aconchegante.

O cardápio de um restaurante famoso, sem dúvida, tem pratos icônicos, mas também tem preços que condizem com a experiência dos clientes como um todo, descrições que explicam a receita, fotos de dar água na boca e, em muitos casos, até a história do estabelecimento ou detalhes sobre a inspiração de cada produto ou da gastronomia.

E se você chegou a este artigo, talvez queira saber: o que realmente funciona nesses cardápios? O que é estratégia e o que é apenas aparência?

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O que é destaque nos cardápios de restaurantes famosos?

Quem pesquisa por menus assim ou tira um tempo para fazer a leitura completa deles seja antes de visitar ou já sentado à mesa do estabelecimento, quer ver:

  • Pratos que são assinatura da casa
  • Como é feita a organização de categorias e itens
  • Qual a faixa de preço dos produtos
  • Se o estilo do restaurante está refletido no texto, nas fotos e no layout

Além de tudo, gestores de outros restaurantes buscam, nesses cardápios, inspiração para construir os seus de forma que qualidade, margem de lucro e operação sejam mantidas sob controle.

É um equilíbrio assim, inclusive, que diferencia menus famosos e comuns.

Como um cardápio de restaurante fica famoso?

Engana-se quem pensa que um menu fica famoso apenas pelo sabor: a maioria dos restaurantes conhecidos hoje em dia têm alguém dedicado a estudar e aplicar a ciência de engenharia de cardápio, combinando identidade, carros-chefe, percepção de valor, execução padronizada e comunicação estratégica.

Através da engenharia de cardápio, um restaurante consegue saber quais pratos do menu vendem muito e têm boa margem, quais são lucrativos apesar de menos populares, quais atraem público e quais são problemáticos, usando a lógica para ajustes!

Por trás de cada produto de um cardápio famoso, portanto, existem padrões claros nas receitas, repetição até a excelência, máximo controle de qualidade e preocupação com quanto é cobrado e quanto vale a experiência, de fato.

3 modelos de cardápios famosos no Brasil: estrutura e inspirações

Pense num restaurante que se destaca nas avaliações da internet, no boca a boca e até em revistas gastronômicas. Pensou? Provavelmente, você vai perceber que o cardápio desse lugar tem como base um dos três modelos estruturais catalogados adiante.

1. Cardápio enxuto com pratos-assinatura

É aquele que vende cerca de 10-15 pratos principais, destacando os best sellers destacando os best sellers logo no topo do cardápio e/ou em uma seção própria como “Mais pedidos”, “Clássicos da casa” ou “Assinaturas”, além de marcar esses itens com selos visuais discretos (ex.: ícone, borda, cor de fundo) perto do nome do prato.

Muitos também apresentam ao cliente opções executivas para consumo durante a semana, e, neles, a redundância de ingredientes é baixa, ou seja, diferentes pratos compartilham uma mesma base de insumos e a montagem muda.

Esse modelo facilita giro de estoque, reduz desperdício e melhora consistência.

O Maní, premiado nacional e internacionalmente e dono de uma Estrela Michelin, é um famoso brasileiro que exemplifica bem o cardápio enxuto com pratos-assinatura, uma curadoria forte e identidade muito clara

2. Cardápio amplo e tradicional

É um formato muito presente no Brasil, geralmente tem extensa variedade de opções e atende a públicos-alvo mais amplos, como famílias, grupos grandes, turistas, pessoas com preferências alimentares diferentes no mesmo pedido e clientes que querem “ter opções” para decidir na hora.

Esse modelo, em alguns casos, também ganha “fãs de carteirinha” por causa das várias possibilidades de combinação: o cliente escolhe a proteína e “monta” o prato com acompanhamentos, molhos e adicionais. Isso dá sensação de liberdade e faz muita gente voltar para experimentar outro “match”.

Só que tem seus riscos, viu? Dois dos principais são a complexidade operacional e o aumento de CMV se não houver controle de porcionamento, fichas técnicas, compras e estoque (giro, validade, perdas), além do controle de produção e desperdício na cozinha.

Então, restaurantes que querem um cardápio mais amplo em vez de um em enxuto, precisam precisam de processos bem amarrado, fichas técnicas atualizadas, porcionamento padronizado, compras planejadas, controle de estoque e uma operação que aguente variações sem perder tempo e qualidade — e os famosos provam isso! 

Inaugurada em 2015, a Casa do Porco aparece tanto no ranking World's 50 Best 2025 quanto no Guia Michelin e pode ser um exemplo de cardápio mais amplo, pois trabalha com uma variedade maior de preparações à la carte, com diferentes cortes, técnicas e combinações em torno do porco, além de menu degustação

3. Menu degustação ou sazonal

São comuns em restaurantes premiados, mas também aparecem em casas autorais menores, restaurantes de chefs com proposta de “experiência”, bistrôs contemporâneos, wine bars com menu rotativo e até operações que testam pratos por tempo limitado para manter a novidade sem inflar o cardápio fixo.

  • Degustação → sequência fechada de etapas definida pelo chef para guiar a experiência do cliente do começo ao fim
  • Sazonal → cardápio que muda periodicamente, priorizando itens frescos e adaptações conforme clima, safra, custo e proposta do restaurante

Ambos têm poucos pratos à disposição do cliente toda vez que ele visita, mas recebem atualizações frequentes e quem os cria visa oferecer uma experiência premium, top de linha, mesmo, com uma narrativa gastronômica bem construída.

Esse tipo de menu permite maior controle e diferenciação, por outro lado exige consistência extrema na execução, equipe bem treinada e um fluxo de serviço afinado, afinal, o cliente tende a comparar a experiência com referências altas e percebe qualquer oscilação.

Destaque para o menu degustação do D.O.M, um dos nomes brasileiros mais tradicionais em ranking e degustado até por ninguém mais, ninguém menos que Bad Bunny, que vale ser usado como inspiração!

 

Até aqui tudo certo? Agora, topa descobrir as respostas para algumas dúvidas frequentes ainda sobre o tema?

Quantos pratos deve ter um cardápio de restaurante?

Para começar a pensar no seu menu, siga esta lógica estratégica:

  • Cardápios enxutos – 10 a 30 pratos principais
  • Cardápios amplos – 40 ou mais opções
  • Menu degustação – 5 a 12 etapas

E lembre-se de considerar capacidade da cozinha, tamanho da equipe, público-alvo, acordos com fornecedores, giro de estoque e controle de CMV.

Cardápio enxuto vende mais?

Não necessariamente, mas é altamente recomendado começar por um modelo simples, sim.

Com o passar do tempo, você pode expandir o cardápio de forma estratégica quando tiver sinais claros de maturidade operacional ou decidir por permanecer com a primeira opção por tempo indeterminado, principalmente se seu posicionamento for ligado à qualidade e consistência, se sua cozinha for pequena ou se você quiser ganhar eficiência máxima e escalar com menos risco.

Fica a dica! Cardápios enxutos tendem a contribuir para a redução de desperdícios, uma melhor padronização das entregas, velocidade adequada de preparo e até facilidade na decisão por parte do cliente.

Menu degustação “goomer” com entradas, salada, pratos principais e sobremesas, ilustrado com desenhos de pratos.

Como é feita a precificação dos cardápios de restaurantes famosos?

Para definir o valor de cada item, é ideal considerar CMV, posicionamento da marca, percepção de valor, público-alvo, concorrência e ticket médio desejado.

Cardápios premium de restaurantes famosos, você vai notar, trazem preços mais altos porque o cliente está disposto a pagar pela experiência, o ambiente, a marca e sua narrativa.

Cardápios variados de restaurantes famosos que têm mais fluxo podem ter valores mais baixos, pois o objetivo da precificação é mais equilibrar margem e giro do que maximizar R$ por prato.

Esse raciocínio vale para qualquer lugar do mundo!

O que é tendência nos cardápios famosos do Brasil e do exterior?

Tem muito lugar por aí investindo do que a gente pode chamar de “simplificação progressiva” e, portanto, em reduzir o que é redundante, cortar itens que vendem pouco, diminuir variações e manter no cardápio apenas o que a cozinha executa com excelência e o cliente realmente compra.

Também tem estabelecimentos fazendo testes sazonais – de pratos temporários – para medir aceitação, margem e impacto na operação e só depois decidir se viram fixos, se voltam em outra época ou se saem de vez.

Ainda, são tendências globais:

  • Cada vez maior uso de dados para ajustes no menu
  • Permanência do destaque para best sellers
  • Uso do menu executivo como estratégia de fluxo
  • Integração entre o cardápio físico e o digital
  • Integração também entre o cardápio, os pedidos e a produção (via sistemas para restaurantes)

Obs.: em vez de copiar cardápios famosos, utilize-os como base e tenha essas tendências em vista para, finalmente, criar o seu!

Passo a passo para você montar um cardápio inspirado nos famosos

Aceita um checklist completinho?

1. Crie a proposta do seu negócio

O que você entrega e para quem? Transforme essa resposta numa frase clara e coerente, utilizando-a como sua proposta de negócio. Sem ela, o cardápio vira mistura confusa.

2. Escolha um modelo de cardápio que faz sentido

Pensando na sua estrutura, é melhor um menu enxuto, amplo ou sazonal/degustação? Não escolha pelo “glamour”, mas pela capacidade real da sua cozinha.

3. Não copie o menu do restaurante famoso que você gosta

Se quiser, faça um “cara-crachá” entre a cozinha que você admira e a sua, comparando estrutura, equipe, equipamentos, fornecedores e volume de produção. Se a cozinha que você quer copiar tem três vezes mais equipe e tecnologia, o modelo pode não ser replicável.

4. Só adicione ao seu cardápio o volume de itens que sua cozinha suporta

Anota aí: mais pratos significam mais insumos, mais controle, mais tempo de preparo e mais risco de desperdício!

5. Defina 2 ou 3 opções para seus carros-chefe

Esses pratos precisam ser consistentes, memoráveis, operacionalmente viáveis e financeiramente interessantes tanto para o caixa quanto para a freguesia.

6. Responda: onde você realmente vai ganhar dinheiro?

Identifique itens de volume, itens de margem e itens estratégicos de atração.

a. Destaque e promova os itens de margem no cardápio (posição, combos e sugestões);

b. Garanta que os itens de volume tenham execução rápida e padronizada para não travar a operação; e

c. Revise precificação e porcionamento dos itens estratégicos para que eles atraiam público sem virar prejuízo.

7. Teste a facilidade de decisão e aceitação do consumidor

Só fixe o cardápio depois que você tiver garantia de que ele vai ajudar o cliente a se decidir mais rapidamente, reduzir indecisões e possibilitar escolhas certeiras, evitando frustrações.

Em paralelo, avalie se seu público-alvo realmente combina com o posicionamento escolhido e as opções colocadas à disposição.

Caso contrário, simplifique e reajuste o cardápio para caber no perfil do cliente: reduza opções pouco relevantes, reescreva descrições para ficarem mais claras, reposicione categorias e, se necessário, adapte preços/porções para melhorar percepção de valor.

8. Garanta controle consistente “por trás das cortinas”

Fichas técnicas, porcionamento, processos definidos e treinamento da equipe sobre o novo menu são obrigatórios. Some a isso um controle consistente de compras, giro de estoque, desperdícios e custos.

9. Reveja mensalmente o desempenho de vendas

Nas suas análises, descubra o que vende pouco, o que dá margem e o que ocupa espaço “à toa”, então, tome decisões objetivas:

a. Retire ou reformule os itens fracos (ingredientes, nome, descrição, foto, posição no cardápio);

b. Aumente visibilidade dos campeões de venda;

c. Ajuste preços/porções de alguns produtos; e/ou

d. Substitua opções “encalhadas” por testes sazonais e por tempo limitado.

Se precisar, corte redundâncias e categorias desnecessárias e, finalmente, só aumente a variedade quando houver maturidade operacional.

A regra máxima é: inspire-se, só que sem esquecer a sua realidade. Se for expandir, faça com segurança (e fique à vontade para contar com a expertise da Goomer em autoatendimento)!

Boa sorte no processo.

E-book enviado com sucesso!

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