Análise de gestão de risco em 4 passos [RESTAURANTE]

Entenda para que serve e como fazer uma análise de gestão de risco no seu restaurante. Saia deste artigo com um checklist prontinho para usar!

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A análise de gestão de risco de um restaurante existe para o seu gestor identificar pontos que podem levar à perda de dinheiro, eficiência, clientes e competitividade. É a partir dela que vulnerabilidades operacionais e financeiras são sanadas.

Mas, para fazê-la, um dono de restaurante precisa entender os principais riscos do setor, além de acompanhar processos internos, indicadores de gestão e comportamento de consumo do público-alvo.

Segue em frente neste artigo pra entender como crescer com estratégia, mais do que esforço!

Quais os riscos de um restaurante e por que analisá-los?

Decorrentes de falhas que passam despercebidas com o passar das semanas e dos meses, os riscos financeiros, operacionais, sanitários, trabalhistas e à reputação de um restaurante nunca aparecem isolados. Por esses e outros motivos, gestores precisam ser capazes de identificá-los.

Atente-se:

  • Riscos financeiros – estão relacionados à perda direta de dinheiro, como desperdício de insumos, CMV desatualizado, precificação incorreta ou baixa margem em determinados pratos
  • Riscos operacionais – envolvem falhas na execução do serviço, como pedidos errados, atrasos no atendimento, falta de padronização e retrabalho constante
  • Riscos sanitários – têm a ver com o não cumprimento de normas da Vigilância Sanitária, o armazenamento inadequado de alimentos e/ou falhas em processos de higiene
  • Riscos trabalhistas – são relacionados à gestão da equipe e podem aparecer em jornadas mal controladas, falta de registro de ponto adequado ou processos internos pouco claros
  • Riscos à reputação – impactam diretamente na percepção do cliente, como avaliações negativas, experiêcia inconsistente no atendimento ou problemas recorrentes no delivery

Liste todos those que você identificar, avalie seus impactos e defina ações para reduzi-los ou controlá-los. Você terá encaminhado sua análise!

Como fazer análise de gestão de risco de restaurante: passo a passo

O que pode estar comprometendo o estabelecimento hoje? A operação, o fluxo de caixa, o controle de estoque, a food experience e a experiênica dos próprios colaboradores? Só com essa reflexão inicial dá pra seguir em frente no manejo de riscos.

A análise de riscos não trata de prever o futuro, mas de estudar (e estruturar!) o presente – com estratégias eficientes para o seu modelo de negócio.

1. Identifique os riscos reais que fazem parte da rotina

Com relatórios e dashboards em mãos, descubra aonde o restaurante já perde dinheiro, tempo e/ou eficiência.

Exemplos:

  • Pedidos errados no horário de pico
  • Falta inesperada de ingredientes
  • Atrasos na liberação de mesas
  • Falhas na comunicação entre salão e cozinha
  • Erros no fechamento de contas ou cobranças incorretas

Falhas que sejam esporádicas, você registra, mas não usa agora. Problemas que parecem seguir um padrão, devem ser priorizados na análise, pois indicam falhas estruturais que tendem a se repetir e gerar prejuízo contínuo. Esses são os pontos que exigem ação imediata.

2. Avalie os impactos de cada risco identificado

Como nem todo risco tem o mesmo peso, cabe a você colocar cada padrão na balança:

Exemplo 1 –

Todas as noites alguém do segundo turno comete erros no registro de pedidos ou retrabalhos na cozinha e isso representa uma perda relevante para as finanças do fim do mês.

Como agir? É necessário revisar o fluxo de atendimento desse turno, reforçar o treinamento da equipe e, se possível, ajustar processos ou ferramentas que reduzam a margem de erro.

Exemplo 2 –

Uma decisão simples não pode ser tomada por mais ninguém além de você, o que significa que a operação perde agilidade, o atendimento fica mais lento e decisões simples deixam de acontecer no tempo certo.

E agora? É fundamental padronizar processos e distribuir responsabilidades, garantindo mais autonomia para a equipe.

Exemplo 3 –

O restaurante não tem nenhum responsável pelo acompanhamento frequente do estoque e, quando a cozinha menos espera, o insumo principal do carro-chefe da casa está faltando.

Ninguém mais vende aquilo durante todo o dia, o que gera perda direta de faturamento, frustração dos clientes e impacto negativo na experiência.

Iniciativas focadas na gestão e operação: estruturar um controle de estoque mais frequente, definir responsáveis claros pelo acompanhamento e alinhar o planejamento de compras com a demanda real do restaurante.

E assim por diante!

Enfim, o segredo está em você entender quantas vezes os padrões acontecem numa mesma semana, quanto custam toda vez que se repetem e até que ponto afetam o estabelecimento, os funcionários e o consumidor.

Multiplique a frequência pelo impacto financeiro e ganhe clareza sobre as maiores vulnerabilidades do seu negócio. Finalmente, busque maneiras inteligentes de minimizá-las.

3. Um por um, vá solucionando cada ponto crítico

Garanta que os ajustes para todos os riscos sigam um método, senão, eles vão continuar existindo. Faça o seguinte, buscando uma solução prática:

  • Defina exatamente o que precisa ser ajustado
  • Estabeleça quem será responsável por cada mudança e oriente-o
  • Crie procedimentos operacionais padrões, compartilhando-os com o time
  • Acompanhe indicadores que mostrem se as decisões estão funcionando
  • Use tecnologias como aliadas, escolhendo as que mais fazem sentido para os pontos críticos em questão

Sistemas de gestão, cardápios digitais e PDVs integrados, entre outras ferramentas do mercado de foodservice hoje podem fazer toda a diferença no seu manejo. Elas, inclusive, garantem que suas decisões sejam baseadas em dados reais.

4. Revise suas informações e decisões de tempos em tempos

Volte à análise e ao plano de gestão de risco periodicamente – de preferência, semanalmente para indicadores operacionais e, no mínimo, mensalmente para uma revisão mais estratégica – ou toda vez que houver alguma mudança importante, como introdução de um novo prato no cardápio, troca de um fornecedor, contratação de um novo colaborador etc.

Seja objetivo: o que mudou? Como essa mudança impacta na carga operacional? A infraestrutura do restaurante, no geral, incluindo “de” pessoal, suporta a novidade?

E, com essa objetividade, ajuste processos, reforce treinamentos, redefina prioridades e atualize o plano de ação.

Sua capacidade em evoluir continuamente também vai ser parte da análise e da gestão de riscos, lembre-se sempre!

“O que acontece se eu não fizer análise de risco no meu restaurante?”

Uma coisa é certa: os problemas continuarão existindo, você estará apenas os ignorando, aumentando drasticamente as chances de sofrer consequências terríveis.

Seu restaurante, o protagonista da história, vai passar a operar no “modo reativo”, com as dores de cabeça resolvidas “do jeito que dá” conforme aparecem, e o destino fica traçado:

  • Pequenos prejuízos financeiros que, somados, tornam-se gigantes
  • Queda na qualidade do atendimento e na visita de clientes fiéis
  • Dificuldade de crescimento por falta de organização operacional
  • Problemas junto à Anvisa levando à multas ou à interrupção do funcionamento

Por que arriscar, né?

Checklist rápido para identificar riscos em restaurantes

Copie e cole para depois deixar só o seu “”:

[ ] Monitorar ticket médio e giro de mesa
[ ] Revisar e atualizar cálculo de CMV a cada 7-15 dias
[ ] Manter procedimentos operacionais padrões em dia
[ ] Integrar a tiragem e o preparo de pedidos
[ ] Registrar erros operacionais e analisar os registros, tirando conclusões
[ ] Definir responsáveis para cada processo crítico
[ ] Avaliar impactos antes de fazer mudanças
[ ] Fazer a operação funcionar sem dependência exclusiva do gestor (você!)
[ ] Garantir dados verdadeiros e atualizados para tomadas de decisão

A partir do terceiro check, tranquilize-se por estar no caminho certo. Só não pare por aí, porque o ideal é conseguir a lista inteira completa!

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