10 dicas para treinar funcionário novo em restaurante

Veja como estruturar o treinamento de novos funcionários no restaurante e evitar falhas que prejudicam atendimento, operação e resultados.

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Atendente sorridente de avental listrado gesticulando enquanto conversa com um cliente em um estabelecimento.

Para treinar um novo funcionário no seu restaurante, comece pela apresentação dos processos e do restante da equipe: cada colaborador deve conhecer tanto as funções dos outros quanto as que irá exercer no dia a dia, bem como os processos como um todo – justamente para compreender a operação.

Então, siga para outras etapas igualmente importantes, como as que estão catalogadas neste artigo.

Cabe a você, gestor, evitar que os recém-chegados “aprendam como dá”, justamente para que erros não virem rotina.

Aqui você encontra respostas para a pergunta que não quer calar, e uma base para um treinamento que funciona na prática e que pode ser aplicado sem interrupções operacionais no dia a dia!

1. Garanta que o funcionário entenda a proposta do negócio

Em que tipo de restaurante essa pessoa está trabalhando agora? Como o seu trabalho deve acontecer? O que você e os clientes esperam? De que forma a função do novo contratado impacta na rotina dos outros colaboradores?

O que um funcionário precisa aprender primeiro?
Quesito Ensinamentos
Operação Qual o fluxo;
Quem faz o quê
Atendimento Como abordar e ouvir o cliente;
Como conduzir pedidos e agir em imprevistos
Padrões De ações, apresentação, organização;
Ligados à experiência do início ao fim
Postura Atenção, agilidade, comunicação e responsabilidades
Higiene Cuidados obrigatórios tanto no salão quanto na cozinha e até nos intervalos
Processos Como funcionam os processos;
Como e por quê usar sistemas e tecnologias

Explicações simples e condizentes com a realidade vão ajudar o funcionário na compreensão de tudo o que é importante, e num melhor encaminhamento de suas atividades.

2. Mostre cada processo na prática

Em vez de explicar demais, explique fazendo. E peça ao novo colaborador que acompanhe atentamente os seus passos!

Ou selecione um funcionário já experiente e entre em acordo com essa pessoa sobre orientar e direcionar o novo funcionário por alguns dias ou até algumas semanas.

Solicite ao recém-chegado que tome notas, tire dúvidas sem constrangimento e recorra a você caso queira fazer qualquer novo alinhamento.

Deixe-o aberto para registrar sugestões em relação ao que acompanha também! Assim, você estará começando a criar uma relação de troca e confiança.

Obs.: o tempo de treinamento depende tanto da quantidade de processos quanto da função do colaborador dentro do restaurante. No geral, garçons podem “pegar o jeito” em uma semana de aprendizado, operadores de caixa mais ou menos em 10 dias e cozinheiros em até 3 semanas.

O importante é todas as partes entenderem que “treinado” não significa pronto, mas “capaz de operar sem travar o fluxo, mesmo que ainda precise de ajustes”.

3. Apresente o cardápio em detalhes

Independentemente da função exercida pelo novo colaborador, ele precisa conhecer bem o cardápio.

“Para decorar?”, você pode estar se perguntando! E a resposta é “não”, mas para entendê-lo o suficiente de forma a executar melhor (e mais feliz) o próprio trabalho.

Um garçom precisa saber explicar pratos, bebidas, adicionais, restrições alimentares e sugestões da casa. Já quem trabalha no caixa deve entender itens, combos, promoções e formas corretas de lançamento no sistema.

Na cozinha, o conhecimento do cardápio ajuda a manter padrão, agilidade e organização da produção. Enquanto isso, profissionais de delivery ou retirada precisam compreender embalagens, conferência e fluxo dos pedidos.

Apresente neste início, pelo menos:

  • Pratos mais vendidos
  • Ingredientes principais
  • Tempo médio dos preparos
  • Opções de troca ou personalização
  • Harmonizações e adicionais
  • Itens que costumam gerar dúvidas
  • Pratos com restrições alimentares ou alergênicos
  • Diferenciais da casa

Se possível, ofereça degustações rápidas ou fotos reais dos itens.

4. Tome cuidado para não transmitir todas as informações de uma vez

Independentemente de quais sejam essas informações, evite apresentá-las todas ao mesmo tempo ou num único dia, porque a tendência é que só uma parte acabe ficando memorizada.

Separe o treinamento em etapas diárias ou de acordo com o setor ou a função do novo colaborador. Se quiser, siga as ideias dos dois quadros que vêm adiante.

Distribuição por função

Treinamento para novos funcionários de restaurantes
Sugestões por função/atividade
Função do novo funcionário O que precisa aprender
Garçom/Atendimento Abordagem, cardápio, sistema, postura, tempo de atendimento e resolução de problemas
Cumim/Apoio Organização do salão, apoio aos garçons, agilidade e comunicação
Operação de caixa Sistema, pagamentos, fechamento, conferência e comunicação com salão/cozinha
Cozinheiro Receitas, organização, higiene, tempo de preparo e fluxo operacional
Bartender Fichas técnicas, organização, atendimento e controle de insumos
Delivery Embalagem, separação, tempo de entrega e conferência de pedidos
Gerência Liderança, processos, resolução de conflitos e acompanhamento de indicadores

Distribuição por dia de onboarding

Treinamento para novos funcionários de restaurantes
Sugestões por dia
Dia Aprendizados
Primeiro dia de trabalho Visão geral e observação da operação
Segundo e terceiro dias Execução supervisionada da função
Quarto e quinto dias Execução mais autônoma, mas ainda supervisionada
Do sexto dia em diante Autonomia na função e foco em ajustes e consistência

Seja como for, vá do básico ao uso de tecnologias, da rotina da casa às situações mais pontuais que você já viu ou viveu. O importante é transmitir segurança aos poucos!

5. Tenha os padrões devidamente combinados e registrados

Independentemente da função do seu novo colaborador, o ideal é que exista algum material de apoio simples e acessível, mesmo que seja um documento interno, checklist ou grupo com orientações registradas.

Por exemplo:

  • Cozinha – Fichas técnicas e Procedimentos Operacionais Padrões
  • Salão – Manual de atendimento ao cliente
  • Caixa – Passo a passo de abertura, controle, conferência e fechamento

Tanto para quem vai ensinar quanto para quem vai aprender, o segredo dos resultados positivos e duradouros é a padronização de orientações, processos, regras, receitas etc.

6. Corrija rapidamente, mas sem pressionar

Erros fazem parte do processo de adaptação de qualquer funcionário novo. O problema começa quando ninguém corrige ou quando a correção acontece de forma agressiva, vaga ou constrangedora.

Se a operação estiver tranquila e você perceber uma falha, fale sobre ela com o colaborador recém-chegado imediatamente. Se preferir, espere até a “poeira baixar”.

Oriente o erro enquanto ele ainda está “fresco”, explicando o motivo da correção e demonstrando como o procedimento em que houve falha deve acontecer.

Evite broncas na frente de clientes ou da equipe inteira. Em vez disso, prefira conversas rápidas, objetivas e respeitosas. Além disso, reconheça acertos: funcionários novos costumam ganhar mais confiança quando percebem evolução no próprio desempenho.

7. Atribua responsabilidades de forma gradual

A parte de observação funcionou? Terá chegado a hora de você orientar o novo colaborador a começar a executar suas funções por conta própria, mas com supervisão. Em seguida, passados alguns dias ou semanas – dependendo da complexidade da função – ele poderá assumi-las sozinho.

Durante o trabalho supervisionado, acompanhe não apenas o resultado final, mas também a forma como o funcionário executa cada processo, se comunica e reage aos imprevistos.

E quando tudo acontecer de forma independente, continue monitorando indicadores simples, como organização, velocidade, postura, erros recorrentes e interação com a equipe.

Outra coisa que cabe aos gestores de bares e restaurantes é garantir que novatos não se sintam perdidos e, ao mesmo tempo, que a operação não sofra com falhas que poderiam ser evitadas!

8. Minimize erros através de dinâmicas e conversas

O treinamento não precisa acontecer apenas em momentos formais e pequenas conversas no início do turno, alinhamentos rápidos e trocas entre setores ajudam muito mais do que parece.

Sabendo disso, busque:

  • Simular situações reais de atendimento
  • Criar dinâmicas rápidas sobre resolução de problemas
  • Revisar erros comuns da semana
  • Alinhar mudanças no cardápio
  • Compartilhar feedbacks e sugestões da própria equipe

Aliás, uma dica extra: o ideal é transformar o processo de treinamento da sua equipe em algo contínuo, viu? Válido mesmo para quem já é antigo no grupo!

9. Dê atenção redobrada ao comportamento no pico e em situações difíceis

Sabemos que essa observação aparece, indiretamente, em outras orientações da lista aqui de cima, mas nunca é demais reforçar: explique exatamente ao novo colaborador como agir quando o restaurante está bombando.

Da mesma maneira, deixe claro o que você e o cliente esperam naqueles momentos chatos e que precisam ser contornados.

No horário de pico

Aponte divisão de prioridades e o que fazer para a comunicação ser rápida, mas assertiva, entre os setores. Mostre, na prática, quais tarefas exigem mais velocidade, quais erros costumam acontecer nesses momentos e como pedir ajuda sem travar a operação.

Nas situações difíceis

Ensine frases adequadas, postura profissional e principalmente quando chamar um responsável para intervir.

Funcionários inseguros tendem a improvisar e improvisos mal conduzidos podem prejudicar tanto a experiência do cliente quanto a reputação do restaurante.

10. Tenha os checklists como aliados neste momento!

Por último, mas não menos importante, faça listas de conferência para usar durante o treinamento e para fornecer ao novo colaborador com um incentivo claro ao uso diário.

Entre os checklists mais usados, estão aqueles focados em:

  • Abertura
  • Fechamento
  • Limpeza
  • Atendimento
  • Tiragem de pedidos
  • Conferência de pedidos
  • Organização de estoque
  • Aprendizados iniciais

Mas nada impede que você faça suas próprias listinhas personalizadas e adequadas ao contexto do seu negócio, como um checklist de abertura do salão, conferência de delivery antes das entregas ou preparação do buffet antes do horário de almoço.

Enfim, cada passo dado rumo ao treinamento adequado de quem você contratar será decisivo para os seus resultados – inclusive financeiros!

Funcionários bem treinados erram menos, seguem padrões, adaptam-se melhor, ficam por mais tempo e não se sentem sobrecarregados ou sobrecarregam os outros: lembre-se disso.

As coisas não precisam ser perfeitas, mas você precisa evitar improvisos. E agora já dá pra agir com mais certeza, né?

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